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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

2015 chegou!


Olá a todas


2015 chegou para todas e desejo que os vossos desejos e ambições se realisem. É o que desejo para mim também.

Não quero falar no ano que passou, mas não posso deixar de agradecer a quem me deixou comentários, mesmo sabendo que eu nem conseguia passar por aqui.

Muito, muito obrigada.

Não tenho nada para mostrar, porque não tenho feito mesmo nada de "trabalhinhos", mas tenho tentado reencontar-me comigo e é por isso que hoje vos estou a escrever.

Este cantinho que tantas amigas me trouxe, que do longe, fez perto, não merece que o abandone. Deu-me também uma afilhada, a Guidinha (http://aspetalasdamargarida.blogspot.com) e sempre me tem acompanhado e sido um grande apoio. Tanta gente boa que aqui passa com esperança de ver uma postagem nova... houve uma que me disse: fala de alguma coisa, nem que seja dos gatos.

Pois é amigas, voltei, não estou a 100%, nem a 50% sequer, mas apesar do frio que está (eu detesto o Inverno), apesar dos dias turbulentos no trabalho e, apesar da preguiça, estou de volta.

Até breve amigas, nem que seja para vos falar dos meus gatinhos...não os do costume, mas outros. Não digo mais nada pois assim vou voltar para vos contar tudo.

Muitos beijinhos a todas





quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Quem sou eu?


Olá a todas

Disse que voltaria em breve, mas menti-vos sem querer.

Pensei que estava melhor do que há uns meses atrás, mas não é verdade.

A mulher com ar frágil, que quando se via ao espelho, se via assim:


agora, vê-se assim: vê-se com olhos tristes, com ar pálido, com rugas... com muito mau especto.

O marido diz: concordo com os olhos tristes, mas isso há-de passar.
- quais rugas? As poucas que tens sempre tiveste, são de expressão.
- ar pálido? Até estás com ar bronzeado dos ares lá de cima...


Tivemos 15 dias de férias, que incluiram mudanças (tive de entregar a casa da minha mãe ao senhorio). Detesto mudanças e esta então...rrss... tantas lembranças, tantas recordações, tantas saudades.

Se pudesse tinha estalado os dedos e a casa da minha mãe saltaria inteirinha, minimizada, pada dentro de um dos meus anexos em Tomar, mas isso era impossível e tudo passou pelas minhas mãos, até o que inevitavelmente era para dar.

Foram dias que me pareceram intermináveis para darem depois lugar e um cansaço, a uma vontade de não fazer nada, a um grande vazio.

As "ditas férias" tiveram alguma coisa de bom: não precisei de me levantar às 6H da manhã como faço todos os dias, mas grande parte do tempo passei-as esticada na cama, no sofá, com o computador ligado, mas sem jogar, sem ir aos mails, muito menos aos blogs.


Voltei ao trabalho, sinto falta dos telefonemas que fazia parã a  minha mãe, depois para o lar, para o hospital...

Só saio da sala para fazer xi-xi, desejo que ninguém entre, só me apetece estar quietinha...

Tenho de trabalhar, mas preciso de me "zangar comigo" para  manter em dia.



Eu, que quando a minha mãe andava de luto, lhe tentava fazer ver que o luto está dentro de nós e não na roupa, apesar de sempre usar uma peça preta ou branca, quando ia a um funeral, mesmo que não fosse de ninguém chegado, por uma questão de respeito, de homenagem e foi o que fiz quando faleceu o meu pai e o pai da minha filha mais nova, agora ainda não consegui alargar o meu horizonte de cores, que está resumido ao preto e branco e, raras vezes, deixo o cinzento vir à rua.

Não tem nada a ver com "o socialmente correcto" (sempre fui literalmente o contrário), mas é como me sinto menos mal... parece que quanto mais escuro, mais invisível fico.

Nem sabem como estou a resistir para não alterar "o logotipo" (não sei como dizer), do meu blog, para a foto seguinte:


Não tenho feito telefonemas a ninguém, não tenho mandado mails, mas tem-me sabido bem quando me telefonam e quando me escrevem.

Foi por isso que hoje vim aqui: a minha afilhada e amiga Guidinha (http://aspetalasdamargarida.blogspot.comtem falado comigo e disse-me que tinha feito uma postagem e hoje fui ver... coitada, quantas postagens de trabalhos maravilhosos já ela tinha feito e eu sem ter visto nada, rrss.

Entrei pelo blogger e vi comentários, já com bastante tempo... desculpem todas. Muito, muito obrigada por ainda se lembrarem de mim.

Um beijinho especial para a querida Vivi (http://esquecimedeviver.blogspot.com) que também esteve ausente 8 meses, passando por um período terrível e assim que teve um ânimo se lembrou de mim.

Sei pela Guidinha que outras pessoas perguntaram por mim, me mandaram mails, que eu ainda não li... ainda não estou com vontade e não me quero pressionar.

Tenho saudades de vocês e de mim também, de ser aquilo que era, não me reconheço, não sei quem sou neste momento, e do pouco que sei, não estou a gostar mesmo nada, mas dizem que o tempo tudo cura e eu "vou dar tempo ao tempo".

Fiquem bem, sim? Muitos beijinhos

Muitos beiinhos

 

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Consegui vir aqui...



Olá a todas

Não me esqueci de vocês, não mesmo!

Não tenho conseguido vir aqui, não tenho feito nada de artesanato, mas isso não foi o motivo da minha ausência.

A verdade (umas vezes mais, outras menos), sempre partilhei com vocês o que me ia na alma, quando fazia os trabalhos, "os desaires" que me acontecia, e, mesmo quando não tinha nada para mostrar, arranjava sempre oportunidade para mostrar um passeio ou contar uma "história da vida". Escrever aqui, foi uma maneira de conversar com vocês e sempre me deu muito prazer.

A minha ausência deve-se a uma grande, enorme tristeza e embora tenha andado com os neurónios a 1000/hora, para outras coisas fiquei bloqueada, e, vir aqui, foi uma delas.



Duas, ou três vezes tive a intenção de aceder ao Blogger, mas desisti, nem cheguei a entrar.

Numa das vezes, ao inés de desligar o computador, entrei no Face e comecei a jogar e consegui distrair por momentos a minha mente dos problemas que me atormentavam. A partir desse dia, comecei a fazê-lo diariamente, passou a ser como uma terapia... ou um vício que me afastava temporariamente da realidade? Talvez...

Hoje vim aqui e consegui entrar, e foi com espanto e também emoção, que vi e li os comentários que me têm deixado.

Muito obrigada a todas, soube-me tão bem, mas tão bem, que não conseguem imaginar.

- Mas afinal o que se passou com ela? (devem estar vocês a perguntar)?

- Pois é, voltaram "os problemas" com a minha mãe e ela, que desde Setembro passado, tem sido, e continua a ser, a prioridade na minha vida.

Muita coisa se tem passado, um dia vou contar, porque se a minha experiência puder vir a ajudar alguém, então, devo partilhá-la.

A minha mãe neste momento está num Hospital e estão a tentar que esteja o mais sem sofrimento possível.

A minha tristeza continua, não é só tristeza, é também um sentimento de impotência... e mais não sei quantos que não consigo explicar.

Desculpem a minha ausência e também este testamento.

Muitos beijinhos e até breve.


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Ainda triste

Olá a todas

Já nem me lembro quando vim aqui e, confesso que estou a escrever sem saber bem o que vai "sair"...



A minha mãe mantem-se internada, esperou 7 dias para ser operada sem ninguém me explicar o porquê... não me vou alongar a contar o que se passou, por agora.

Fiz há 2 meses uma postagem sobre a maneira como a minha mãe foi atendida quando fez o AVC, mas desta vez, as coisas começaram bem, mas depois de ter sido transferida para Ortopedia, tudo começou a correr mal.

Bom, foi operada dia 18, e já teria saído, mas as coisas complicaram-se, e, nem todas as complicações foram decorrentes da cirurgia e da idade avançada da minha mãe... hei-de falar disto em detalhe, mas não hoje.

Tudo isto para agradecer os vossos comentários, a vossa força e a vossa preocupação. Não tenho conseguido mesmo vir aqui, passo todo o tempo disponível com a minha mãe, o horário da visita é bastante alargado e eu quero dar-lhe todo o meu apoio.

Quando chego a casa, o nosso jantar varia entre sandes, yogurtes, fruta e ovos e depois já só vejo a cama, tenho que me levantar no dia seguinte às 6H...

Ultimamente, quando venho à net não vejo blogs, não abro o Gmail, limito-me a ver locais para Cuidados Continuados, Paliativos, Centros de Recuperação, coisas que nem sabia que havia, mas os preços...

Depois, cai uma tristeza, uma revolta, um cansaço, um voltar a arribar para chegar à minha mãe com um sorriso, uma tranquilidade e uma esperança que. sinceramente, não sinto... mas hoje resolvi vir aqui, e vi mais comentários, inclusive da Vivi(que está a viver um momento muitíssimo dificil, da Maria(que sabe muito bem o que estou a passar),da Guidinha (minha afilhada de blog, que nunca se esqueceu de mim) e, aqui estou. 

As outras meninas não fiquem aborrecidas comigo, ou com ciúmes, nem nada dessas coisas, as vossas palavras fizeram-me muito bem e é para todas que estou a escrever... duma forma baralhada e atabalhoada, mas estou tão cansada mesmo e este tempo cinzento, com uma chuva chuvinha parva não ajuda mesmo nada.

Vou tentar descansar um pouco e rezar para que a minha mãe recupere rápido, ou para que deixe de sofrer.

Muitos beijinhos a todas e um abraço especial às "meninas especiais" que me acompanham.


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Estou triste... espero que seja só uma nuvem negra. Resultado do trabalho para o Dia Internacional do Crochet



Olá a todas/os

Tenho estado ausente, mas hoje vim agradecer as vossas palavras e os desejos de melhoras da minha mãe. Muito obigada pelo vosso carinho.

A minha mãe continua internada, vai ser operada, mas o estado dela é delicado.

Uma coisa é cair e partir uma perna, outra é cair porque a perna se partiu "sozinha".

Estou muito triste, cansada, mas tenho de arranjar forças, ainda há muitos dias dificeis para vir...



Mudando de assunto, fica aqui o Certificado Colectivo, oferecido pela Jazmin (http://pasionporelganchillo), com os porquinhos elaborados em comemoração do Dia Internacional do Crochet.

E aqui fica o meu, invidual, voltando a dizer que adorei participar.



A Jazmin, já está com outra proposta em curso, que se destina ao Halloween e que pode ser feita em qualquer técnica. Entusiasmem-se e participem, ela é uma querida e estes trabalhos são divertidos e ficamos a conhecer muita gente.

Desculpem a minha ausência, mas o cansaço é grande e o tempo cada vez mais escasso.

Assim que tiver um tempinho vou tentar pôr-me em dia com vocês. Podem crer que tenho muitas saudades, mas é a vida...

Beijinhos a todas/os








terça-feira, 10 de setembro de 2013

A nossa intimidade nas mãos de outros


Olá a todas

Não é meu costume fazer este tipo de postagens, mas pensei partilhar estes 30m da minha vida que me deixaram chocada e confusa.

Na 6ª feira passada apanhei a camioneta e sentou-se ao meu lado uma senhora, que eu conheço simplesmente de vista, de a ver na paragem, nem sequer mora no mesmo prédio.

A "coisa" começou:
- posso sentar-me aqui, vizinha?

Ainda não eram 7H e a esta hora eu ainda sou como o Anacleto e venho com um olho meio fechado e o outro meio aberto, respondi-lhe que sim e pensei (meu Deus, deixa-me ir descansadinha a mentalizar-me que tenho de acordar mesmo).

A dita vizinha desatou a falar que tinha dormido mal porque os homens da recolha do lixo a tinham acordado, depois foi alguém que no prédio tinha água a correr a meio da noite, que não têm respeito pelas pessoas que estão a dormir e que têm de trabalhar no dia seguinte...

Enquanto isto eu estava calada, enquanto ela continuava:

- sim, que eu trabalho, e é um trabalho cansativo, trabalho em 3 casas, num condomínio fechado (e disse onde era), mas são casas que não têm nada a ver com as nossas, enormes, a do 8º é grande, mas a do 11º então...




e eu, sempre calada...

- são casas lindas, mas trabalhosas, felizmente, os meninos hoje já foram para a escola, é que não se está tão à vontade e é uma responsabilidade.
e eu, sempre calada, maneando a cabeça, só para "a vizinha" ver que não estava a dormitar, quando ela, se calhar para me espevitar, diz:

- quer ver?

e saca o telemóvel (destes delizantes) e começa a mostrar fotografias

- esta é a cozinha, esta é da sala, esta é do outro lado da sala... (com o dedo deslizava), um dos quadros da sala, outro quadro... tudo coisas caríssimas... ela destrói o dinheiro todo, ela é Directora d......., deve passar o dia sem fazer nada, só vai buscar os meninos o colégio e quando chega a cada não faz nada... claro, tem-me a mim todos os dias...

- já viu esta foto?

parecia uma foto estragada, branca com mangas mais escuras...

- é do pano depois de eu limpar as janelas, fica assim, porque ela não faz nada.

E eu aí tive de contar até 10 para não lhe perguntar: mas se ela fizesse, a senhora não tinha trabalho, também era mau para si, mas resolvi manter-me calada.

Só que depois o dedo deslizou para uma foto de um menino e uma menina (bem pequenos), a lavarem os dentes...

- são os meninos, que começaram hoje a escola, são muito giros, mas irrequietos,

- olhe esta, tão giros, e esta, e esta...

- Já chegámos, disse eu... finalmente estava safa.

- Então até amanhã, ah, é fim de semana, senão mostrava-lhe mais...

Respirei o ar da manhã, não muito puro, mas soube-me tão bem, estava atordoada, chocada, confusa... será que sou eu que não sou normal?

Ela não me conhecia e tinha bastado duas os três perguntas para ficar com a saber de que côr era a roupa interior que a patroa usava, meu Deus...

Esta história tem-me vindo à memória, as fotos das crianças, tantos pormenores... quantas pessoas já terão visto?

Quer dizer, ela trabalhava muito, mas também fotografava muito.

E não digo aqui nem 1/3 do que ela me disse.

Quando cheguei a casa, disse ao meu marido:

- Que fique bem claro, se um dia nos sair alguma coisa de jeito, não quero ter empregada, ouviste?

- estás amalucada? O que te deu?

- e contei-lhe, mas à medida que via as expressões dele, apercebi-me que não fui só eu que fiquei chocada, ele também ficou.

Se um dia me der para ter empregada, que seja assim, um robot:

 Não é que hoje ao telefone a minha mãe me diz:

- A vizinha do rés do chão tem mulher-a- dias, que é a mesma do filho, e não é que ela lhe disse, com um ar muito autoritário:

- D. E....., veja lá se diz ao seu filho que não ponha os ténis debaixo da cama. Não gosto nada disso, é feio, nada higiénico e é péssimo para eu limpar.

- D. Adriana (disse a vizinha à minha mãe), já viu? Vou comprar-lhe uma sapateira, mas a casinha dele é tão pequena...

Só me apeteceu gritar, e vim desabafar com vocês... desculpem-me.

Vou continuar a fazer como sempre fiz, tarefas partilhadas, embora a maior parte sobre para mim e, por muito que faça, só consigo manter os mínimos.
Prefiro assim. do que dar a minha chave de casa a outras pessoas.

Espero não melindrar ninguém, não podemos medir todos pela mesma bitola, só quis partilhar este pequeno episódio da minha vida, da mesma forma que tenho partilhado outros, mas que fiquei satisfeita por não ter empregada, isso fiquei, hi, hi.

Beijinhos a todas

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Cada dia, um nascer do Sol, sempre igual ou diferente?

Bom dia a todas

Levanto-me com o nascer do Sol, às 8H tenho de estar no local de trabalho e não moro perto.

Há as rotinas de diárias, a higiene, o vestir, os transportes públicos e é aí que começo a pensar no que tenho pela frente... o que vou fazer primeiro, o que pode esperar, etc. Por vezes penso nas minhas artesanices também, hi, hi.

Ontem o dia começou da mesma maneira mas assim que cheguei ao trabalho tive um telefonema da minha mãe (falamos diariamente) e notei que a fala dela estava diferente, enrolada, presa e ela confirmou que estava a achar estranho. Combinámos encontrar-nos em S. José, não lhe disse nada, mas sabia que tinha havido um AVC...

No Hospital foi-me permitido estar ao pé da minha mãe e foi confirmado o AVC, mas havia necessidade de fazer análises, electrocardiograma e TAC e, consoante os resultados decidir se ficaria internada. Por ser mais confortável para ela optaram com o nosso consentimento em interná-la de imediato.

O dia foi longo, as peripécias foram muitas, mas felizmente a minha mãe já está em casa.


Esteve toda a tarde nestes claustros, mas o aspecto não era nada disto, esta foto já tem 4 dias. Ontem, estava a abarrotar, senhores do lado direito, senhoras do lado esquerdo, ao dentro “os supostos gabinetes” para médicos e enfermeiros trabalharem.

Tenho de realçar o profissionalismo dos diferentes trabalhadores, da médica de Medicina que nos atendeu, não só pela sua capacidade de diagnóstico, como pela sua simpatia, das enfermeiras/os, dos maqueiros dos administrativos e até dos polícias que estavam de serviço.

Quando tive de me separar da minha mãe e aguardar “por ali”, nada tinha para fazer a não ser pensar e observar.

O dia de ontem podia dar uma postagem XXL, mas quero somente destacar o desempenho do funcionário das Informações, um rapaz que tinha idade para ser meu filho, que mais parecia não ter dois braços, mas sim seis ou sete, atendendo os familiares dos doentes, sedentos de notícias, atendendo o telefone, encaminhado as pessoas, enquanto na sala de espera havia gritos, discussões, mas sempre sempre com um sorriso e uma simpatia que não tenho palavras para descrever.

O mesmo rapaz, que “descobriu” a D. Adriana (minha mãe), quando eu e o sistema informático tínhamos outra indicação do seu paradeiro. Foi simplesmente incansável. Eu agradeci-lhe e ele respondeu: é o meu trabalho, tenho de saber o paradeiro dos doentes e informar as famílias.

Não sei o nome de nenhum dos profissionais que conheci ontem. As fardas com identificação ainda não chegaram a este Hospital, mas isso é o menos relevante.

Sei que nunca o tinha visto, e não vejo alguma probabilidade dele ler esta postagem, mas ontem tive um anjo da guarda perto de mim, e foi ele. Numa certa altura fui perto dele e agradeci-lhe a 

Quem sabe, alguém que trabalha em S. José, lê isto, soma 2 e 2 e lhe diz como eu estou reconhecida? 
A net tão depressa é um mundo, como se transforma num quintal.


Fala-se em despedir 30 000 funcionários do Sector Público? Quais? Será que alguém sabe?

Será que um deles é este rapaz, 100%, profissional, mas com contrato a prazo e que quando terminar já não é renovado?

Será que é alguma das médicas que atendeu a minha mãe, com simpatia, carinho, sem pressas, dando-lhe toda a atenção, como se não existissem mais doentes?

Ou será a enfermeira que estava a falar com ela quando entrei no claustro, e ainda nos rimos, porque ela me disse que a minha mãe lhe estava a contar “alguns pecados” que fazia, mas afinal ela estava à espera de coisas mais graves, os “pecados” eram só uma sandes de chourição de vez em quando?

Ou será o polícia, que interveio quando um doente, após ter sido visto por Psiquiatria estava completamente descontrolado, a discutir “pr’o mundo” por causa do médico não lhe ter receitado nada. O polícia começou a falar calmamente para ele, ouvia-o, e o encaminhou-o na direcção da saída para não perturbar a Admissão dos Doentes?

Qualquer destes profissionais, e muitos outros igualmente bons podem estar na “corda bamba”.

Pensei muito ontem, mais que o habitual.

Falei há pouco com a minha mãe, continua na mesma, mas mais animada, diz que teve muita sorte com as pessoas que a atenderam.

Não é a primeira vez que partilho experiências, sentimentos, emoções, mas hoje fui um pouco mais longe. Achei que devia dizer que temos bons profissionais, que apesar de terem todos os motivos para andarem desmotivados, continuam a trabalhar com o mesmo afinco, vontade e também criatividade: não havia almofadas, o maqueiro pegou num lençol, deu-lhe meia dúzia de voltas e ficou uma almofada que colocou por baixo da cabeça da minha  mãe:
- desculpe, é o que tenho, fica bem?
- sim, se calhar até fico mais fresca.

Ontem foi o dia em que senti que o "copo esteve sempre meio cheio" em vez de "meio vazio".

Amanhã é um novo dia, com mais um nascer do sol, com um novo caminho pela frente.


Aproveitem cada momento, mesmo quando a vida nos prega partidas.

Beijinhos a todas e muito obrigada por estarem comigo

terça-feira, 9 de julho de 2013

A Aboborinha Madura faz hoje 4 anos e foram 4 os filhotes que a Maria e o Jimmy tiveram



Olá lindas

Faz hoje 4 anos que decidi criar este cantinho, um local de partilha de trabalhos, mas também de entimentos e experiências vividas.

Este ano, trouxe-me um experiência que nunca tinha vivido, o nascimento de uma ninhada de gatinhos (4), a 23 de Janeiro.


Ainda não tinha partilhado este evento com vocês e resolvi fazê-lo hoje, 4 gatinhos, tantos quantos os anos do meu blog.

Quem me acompanha há mais tempo sabe que eu adoro gatos, mas tenho um carinho especial pelo Jimmy e pela Maria, que resgatámos do contentor do lixo, com horas de vida. Podem ver a sua história aqui.




                                  


A Maria fez questão de ter os gatinhos mesmo ao pé de mim, o que me deixou deveras emocionada e só depois condescendeu em ir para a caixa, que entretanto eu já tinha preparado.

Nasceram 2 gatinhas (uma amarela e uma branca) e 2 gatinhos (um amarelo e um preto).

Foi uma mãe dedicada e várias vezes tive de lhe pegar ao colo para a levar aé ao comedouro, não queria deixar os filhotes.Só depois percebi, que ela ia sozinha, dese que eu ficasse ao pé da caixa.


Mesmo assim, sempre que me apanhava a jeito era em cima de mim que ela queria estar... literalmente:


Tudo era novo e maravilhoso, mas não havia a mínima hipótese de podermos ficar com eles, já sabíamos isso, mas a tristeza dos dar começou a abater-se sobre nós.

A veterinária que desde o início se prontificou a arranjar-nos famílias para eles combinou comigo a entrega dos primeiros, o gatinho preto e a gatinha amarela. Foram para uma mãe e filha.

A Maria ficou desorientada, sempre a contar os dois restantes e a procurar os outros pela casa e a olhar para mim. Eu e o meu marido tantávamos consolá-la, mas as lágrimas caíam-me pela cara abaixo e ele desviava a cara para eu também não ver as dele.

Foi então que o meu enteado resolveu de imediato ficar com o gatinho amarelo e chamou-lhe Tobias... mais um que se foi embora, mas continuamos a saber dele e é um gatinho muito feliz.

Restava a branquinha, que entretanto foi mudando de côr, ficou cinzenta clara, com as extremidades escuras e achámos que onde cabiam 4 cabiam 5... também já não éramos capazes de deixar a Maria sem nenhum filhote, seria cruel demais e assim a Mimi ficou connosco:


Foi a decisão certa, a Maria ainda hoje, passados quase 6 meses, dorme com ela e com o Jimmy.

Como novinha que é, brinca muito e gosta de correr pela casa, mas a Maria chama-a com um miado especial e depois lambe-a tanto, que até eu fico cansada só de ver.

Também tem momentos de pausa, de olhar pela janela, em cima da torre dos DVD's:

e também fica sossegada, quando resolve descansar:

Dá para veream que o pelo dela tem mudado, de branca, passou a tuti-color, com os olhos azuis clarinhos.

O meu marido que tantas vezes avisou o Jimmy:... nada de xi-xis pela casa, senão ficas sem tim-tins... esqueceu-se do avisar:... e nada de "gatices" também...

Agora já não tem tim-tins e podemos estar descansados.

Perguntam vocês: porque não fizeram isso antes?

Porque, segundo os conhecimentos do meu marido, o normal seria que um gato no meio de 3 gatas começasse por "marcar terreno" e isso seria um sinal de alerta... pois é, mas nem todos são iguais, não é? e lá bem no fundo, o meu marido identifica-se muito com o Jimmy e tirar-lhe os tim-tins era como se o fizéssemos a ele também, hi, hi

Fui eu que o levei à veterinária para isso, enquanto ele ficou a consumir-se em casa.

Espero que tenham gostado de mais esta partilha.

Com este testamento não me esqueci do meu blog, de quantos conhecimentos e amizades travei através dele, e de quayno tenho aprendido com vocês.

Continuem comigo pelo tempo que quiserem que eu vou continuar por aqui.

Um grande beijinhos para todas


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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Onze coisas...


Olá a todas

Até há pouco tempo atrás, quando me ofereciam um selinho com regras, que incluíam perguntas, eu aceitava e, só muito raramente respondia à perguntas.

Não era por mal, era um pouco por falta de tempo, se calhar porque na altura eu fazia WS e havia meninas que diziam: 
- não gosto nada de receber selos com perguntas... não há pachorra... pensam que faço da net a minha vida, etc.

Como depois não "tinha" a quem passar os selinhos, sempre os recebi, agradeci, postei (fazendo referência a quem mos tinha oferesido), mas acabava ali.




"Antigamente" para além dos WS, onde revíamos as amigas artesãs, também tínhamos os almoços de blogueiras, organizados pela Maria, onde conhecíamos muita gente nova e convivíamos.

A vida foi mudando, a minha e de outras meninas, e os blogs foram ficando mornos e tristes, um pouco como a vida da maioria das pessoas no nosso País.

Desde o início do ano, que o meu número de seguidores aumentou, devido à participação em projectos comuns, entre blogueiras e isso tem sido uma agradável surpresa.

Feliz surpresa e abençoado dia, foi aquele em que a Vivi, me deixou um comentário e me deparei com um blog, não de artesanato, mas de partilha de vivências, sentimentos, emoções... através dela, conheci outros cantinhos por onde gosto de "passear e falar". Também por este motivo, houve quem me descobrisse e visite com regularidade o meu cantinho, o que me deixa muito feliz.

Tudo isto para dizer que fui escolhida pela Vivi, para receber o selinho seguinte, que tem as seguintes regras:

As regras são as seguintes:


1. Responder a 11 perguntas feitas por ela.

2. Escrever 11 coisas sobre mim.

3. Fazer 11 perguntas.

4. Passar a 11 blogs.


O último selinho que passei, deixou-me surpresa com uma resposta da minha agilhada Guidinha, que já conheço bem... (achava eu), o que prova que afinal, há sempre coisas por descobrir.

Aqui ficam então as 11 perguntas da Vivi:


1- Se pudesses viver noutro país, qual escolherias?
Escolheria a Suécia, mas só metade do ano... sou muito friorenta.
No Inverno também é muito bonito, mas bem agasalhada.

2- O teu maior medo.
Acontecer-me algo (doença, acidente) que me deixe dependente de outros.

3- Qual o teu prato favorito?
Favorito mesmo, não tenho. Gosto de muitos, mas aprecio a comida tradicional portuguesa.

4- Consideras-te uma pessoa feliz?
Tenho de admitir que tenho dias.

5- Mudavas alguma coisa em ti?
Só pequenos pormenores, já mudei muito (interiormente) e sinto-me bem com a minha pessoa

6- O teu maior sonho.
Sair-me o Euromilhões, mas juntamente com mais 3 ou 4 pessoas. Ficaríamos todos bem e também daria para fazer bem a muitas pessoas.

7- O que mais detestas numa pessoa?
A mentira, a hipocrisia, a inveja, a mesquinhez. E quando alguma destas coisas vem acompanhada dum sorrisinho?... Ai, que nervos, rrss, rrss.

Também detesto "gente contabilista/rotuladora":... já viste quantas vezes é que fulano vai comer fora com os colegas? ... Deve ser cá um machista.
Já viste quantos homens é que fulana já teve? Deve ser cá uma ...

8- Qual o teu local de sonho para férias?
Para férias, não tenho mesmo um local de sonho, mas está nos meus sonhos um local onde adoraria ir: ao Tibete, para além de outras coisas conhecer um "Parque" onde leões e tigres andam soltos, acompanhados dos monges tibetanos e onde osturistas les podem mexer, fazer festas... adoraria...ai, ai.

9- O que mais admiras no sexo oposto?
O sorriso, o rabinho, acompanhados de inteligência, franqueza e sentido de humor.

10- O que mudarias se pudesses voltar atrás no tempo?
Não teria perdido mais de dois anos da minha vida a fazer respiração assistida, a uma relação, que já estava ferida de morte e que morreu mesmo. Aprendi mais tarde, que cada minuto na vida é precioso.

11- O que pensas de mim ?
Penso que tens dentro de ti um grande baú de sonhos, que abres constantemente, porque os queres realizar e "trabalhas" para isso, mas que tens tanbém, um baú, muito mais pequenino, com angústias, tristezas e segredos, (é dificil explicar... coisas mesmo só tuas), que preferes ignorá-lo, e só muito raramente o abres.
Resumindo: penso que és uma pessoa especial, que estás de bem com a vida, que conseguiste realizar muitos sonhos e tens uma família feliz. Ao invés de seres uma "felizarda deslumbrada", sabes dar valor a tudo o que passaste para aqui chegares e como estás grata com a "Vida" por tudo o que ela te deu. Isso torna-te humilde, sensível e preocupada com todos os que te rodeiam (e não me refiro à famíla).

Acho que tens um coração muito grande e eu, adoro isso. Fazes-me muito bem, princezinha.



Aqui ficam então as 11 coisas sobre mim:

1 - Tenho pena de ser filha única.

2 - Sempre tive uma relação problemática, com o B.I.
      Em criança, tinha cabeça de rapariguinha. Em adolescente, agia como adulta e agora, com 54 os,visto-
      -me como adolescente e tenho muitas atitudes de criança. Por vezes não é fácil ser assim.

- Adoro animais e só não tenho mais porque vivo em apartamento. Quando nasci, a minha avó tinha um gato lindo, que me adorava, morreu de velhinho. Depois, a minha mãe já não deixou que eu tivesse mis nenhum animal.
Depois das filhotas já grandinhas, já tivemos tartarugas, peixes, hamsters, pássaros, cães e gatos.

Os animais também gostam de mim, na casa da terra, tenho visitantes fiéis e até passeiam connosco.
Até as galinhas do vizinho gostam de ir pôr os ovos nos meus canteiros. O vizinho diz que é só quando lá estamos,  hi, hi.

4 - Adoro dançar e faço danças de salão, com o meu marido, nos Alunos de Apolo.
     Enquanto danço, tudo se varre, e só penso nos passos, em dançar cada vez melhor, só pelo prazer.

5 - Adoro observar: as pessoas, as crianças, os animais, as árcores, as flores, o amanhecer, o pôr do Sol, as nuvens, o mar... tudo, quase tudo: discussões, violência não!

6 - Fotografo tudo o que posso e sempre que tenho disponibilidade, para mais tarde recordar e partilhar.

7 -Gosto de pessoas com sentido de humor.
    
8 - Não gosto de julgar ou rotular quem não conheço. Não julgo porque também não gosto de ser  julgada.  
Independente do que os outros dizem, faço apenas o que acho correcto e o que me dita o coração. Estou-me “marimbando” para a opinião de quem não conheço e não tenho papas na língua para abordar e “despejar” na cara alguma coisa que me fizeram ou fizeram aos que mais amo e não gostei.

Esta minha postura e forma de estar na vida, acaba por assustar as pessoas cobardes, que falam de tudo e de todos e fogem de mim a sete pés! Ainda bem, porque devemos “cortar” da nossa vida tudo o que nos faz mal. É esta "pobreza" de espírito que detesto

(este ponto é uma cópia integral do que disse a Vivi. Não conseguiria dizer isto melhor que ela e sou 100% assim)

9 - Por norma tenho uma paciência infinita para tentar compreender certas atitudes, tentanto perceber, dar um desconto..., mas em certas situações a minha paciência fica tão pequenina, tipo cabecinha de alfinete... se calhar, até de alfinete sem cabeça, que até me assusto, hi, hi.

10 - Gostava de poder apagar o pior ano da minha vida: os 31 anos. Nesse ano perdi, no espaço de 10 meses dois grandes homens: o meu pai (62 anos) e o pai da minha filha mais nova (32 anos), que era o verdadeiro pai da minha filhota mais velha.

11 - Detesto todo o tipo de violência, física e psicológica, incluindo discussões, mas admito que é raro o dia que não discuto... comigo mesma!



Os 11 blogs que escolho:

Não vou cumprir a regra, porque há 3 blogs que eu escolheria, mas a Vivi antecipou-se.

Vou deixar ao critério de quem me visita, aceitar o selinho e responder. Só peço que me deixem um comentário a dizer que aceitam para eu depois poder visitá-las, sim?

É bom estas coisas, fazemos uns momentos de introspecção e darmo-nos a conhecer, mas admito que há meninas que não gostam de se expôr, preferem só mostrar os seus trabalhos, o que é perfeitamente legítimo, foi para isso mesmo que criaram os seus blogs.

Pensem nisto, gostava de vos conhecer melhor e é com carinho que faço este convite.

                      



Deixo-vos estas flores que parece que sorriem.
É com muito amor que cuido delas, apesar do pouco tempo que lhes dedico, e elas retribuem assim.

Muitos beijinhos a todas e obrigada Vivi.