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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Relógio despertador amigurumi... despertou na hora certa, hi, hi...


Olá a todas

Aqui venho eu com mais um amigurumi, proposta dum  forum de amigurumies em que participo.

Achei este um pouco trabalhoso... até pensei que fosse por ser uma principiante nesta técnica, ou por fazer estes trabalhos ao serão, altura em que se não fossem estes hobbies, ou estaria a tagarelar ou adormecia de imediato, mas, afinal, houve mais meninas que se queixaram que estavam com dificuldades com este modelito.


Como de costume, o modelo é para seguir, mas as cores e os "finalmentes" são de livre arbítrio.

Devem estar a perguntar-se: despertou na hora certa? ... cá para mim estás 5m atrasada, mas não, eu explico:

Não sabia que horas havia de escolher e resolvi-me por esta, porque foi à hora que eu e a minha filha mais velha nascemos... sim, nascemos às duas à mesma hora certinha.

Fui mãe pela 1ª vez aos 22 anos, depois duma gravidez em que tudo correu bem, do ponto de vista clínico e só engordei 9Kg. Como a minha filhota nasceu com 4,100Kg, saí do hospital com 1 Kilito a mais que se evaporou num, instante, mas, e há sempre um mas, como diz a minha amiga Vivi, a nível emocional, vivi-a muito só, acompanhada pelo meu bébé (só soube que era uma menina no parto), com quem falava, e ouvía-mos muita música, enquanto tricotava pecinhas lindas para ela, embora, aos olhos dos amigos e família parecesse que estava muito bem acompanhada e a viver num mar de rosas mas, como também diz alguém que toda a gente conhece: ... isso agora não interessa nada.

A recordação que eu tenho é muito boa, fui bem acompanhada pelas enfermeiras e pelo meu médido e estava muito tranquila, só quando a enfermeira ma disse:
- está na hora, vou só buscar uma maca para a levar para a Sala de Partos.
- e deixa-me aqui sozinha?
- é só um bocadinho, filha.
- mas é muito longe?
- claro que não!
- emtão posso is consigo a pé?
- se prefere assim...
- claro que sim, sempre gostei de andar
e lá fomos nós

Apeteceu-me recordar aqui esse momento lindo, especial, indescritível.

Fica para partilhar a história da minha 2ª filhota, numa gravidez completamente oposta a nível clínico, uma gravidez de alto risco, mas dessa vez, muito bem acompanhada.

Nem sei o que me deu hoje, mas à semelhança doutras postagens, não vou apagar e, quem gostou... gostou, quem não gostou... paciência.

Se precisarem ou quiserem fazer um trabalho que vos absorva e em que deixem tudo o resto para trás, tentem os amigurumis, enquanto os fazemos não pensamos em mais nada e, se o fizermos, na certa vamos ter de desmanchar, hi, hi.

Já me ia esquecendo: este é o 9º amigurumi do Desafio da Debbie.

Beijinhos a todas





sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O meu "netinho" Mickey



Olá a todas


É com muita satisfação e orgulho que vos apresento o mais novo elemento da família: o Mickey




Esta foto á actual, passada uma semana de muito amor e carinho nas mãos da minha filha mais velha.







Onde trabalho há uma zona relvada onde há vários gatos, uns nascidos aqui, outros abandonados cá. Há sempre ao colegas (incluindo eu e o meu marido) que contribuem para a sua alimentação.



A minha colega do Bar avisou-me que andava por ali um gatinho que miava tanto, que parecia que gritava e nenhuma das gatas adultas lhe ligava. Já no dia anterior tinha aparecido por ali sozinho e mal se aguentava nas patinhas.




Claro, que em segundos eu estava no Bar a pegar no gatinho. A situação não era normal, quando aparecem gatinhos pequenos já comem sozinhos e não nos deixam aproximar. Este, mal tinha os olhos abertos.



Isto aconteceu no dia 13. Ainda hoje é uma incógnita, não apareceu mais nenhum, nenhuma gata apareceu a miar aflita... será que a mãe morreu? Que o rejeitou? Que foi abandonado ali?



Telefonema para cá, telefonema para lá, em menos de 10m já tinha uma lata de leite e um biberão comigo e, com a ajuda do meu marido e da colega do Bar que nos deu água quente, demos a 1ª mamada ao gatinho mesmo ali.



O gatinho calou-se e aninhou-se no meu colo.



Depois, caímos na realidade: que fazer? Já temos 4 gatos em casa...



Levei o gatinho para a minha sala, meti o meu blusão de ganga do caixote do lixo e ele, de barriguinha cheia dormiu o resto da tarde.



Já na nossa casa, na 2ª mamada, acompanhado da curiosidade do Jimmy e da Maria. Para ser sincera, penso que o Jimmy tinha mais curiosidade no biberão.





Afinal, o que ele tinha eram saudades e porque não dar-lhe o restinho?Foi a altura de ligar à minha filhota mais velha e, daí a umas horas já ela estava com o "ratinho" no colo, decidida a ficar com ele.


Tão fofinho, não era? Esperou até serem horas e deu-lhe a 3ª mamada. Tem jeitinho não tem?



Depois, já saiu com companhia e muito contente para casa dela.






Aqui está ele a dormir na gateira ao solinho:


Quando acorda já faz pequenas maratonas pela casa e descansa a apanhar solinho:





E quando o sono chega... oh, que descanso... parece que está no campismo... hi, hi.

Agora está como mostro na 1ª foto, com os olhinhos mais abertos e maiorzinho. Estou muito contente, não podia ter arranjado "uma mãe" melhor para ele... a minha filhota até tirou férias para cuidar dele a 100% porque precisa de mamar várias vezes ao dia e está super feliz.



Espero que tenham gostado de mais esta história real.



Um bom fim de semana para todas e muitos beijinhos.





segunda-feira, 11 de julho de 2011

Dois anos passados

Olá meninas


Fez neste Sábado 2 anos que nasceu o Aboborinha Madura.


Embora atrasada, não quero deixar de partilhar um pequeno balanço do meu segundo ano convosco. Várias coisas muito boas me aconteceram: as amizades mantêm-se, nasceram mais algumas e aprendi várias coisas novas.


Descobri que tinha gosto por técnicas que não me imaginava a fazer há um ano atrás.


Concretizei o desejo de participar numa Feira de Artesanato e acabei por fazer duas.


Os dias estão casa vez mais curtos e não consigo fazer nem 10% dos projectos que tenho em mente, nem consigo manter a assiduidade nas visitas aos vossos cantinhos, mas não me esqueço de vocês.


Espero daqui a um ano fazer novo balanço e que seja tão positivo quanto foi este.

Neste momento o meu blog tem 417 seguidores e já foi visitado 31 274 vezes, coisa que nunca imaginei ser possível.

Quero agradecer a todas as meninas que me têm ajudado a melhorar, me têm incentivado e que me têm acompanhado ao longo destes dois anos.

Muito obrigada a todas e muitos, muitos beijinhos da vossa Aboborinha Madura... uns dias mais... outros menos.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Para quem gosta de sopa... um dia inesquecível

Olá a todas

Vai realizar-se no próximo dia 8 de Maio o XVII Congresso da Sopa em Tomar. Espero lá estar.

Estas fotos que vos mostro são do ano passado, a 1ª vez que estive neste Congresso e foi uma experiência muito gira, para além de ser um dia inesquecível para mim, mas isso é outra história que mais abaixo conto.

Compramos um bilhete de ingresso que dá direito a um kit, composto por tigela, colher e copo, para podermos experimentar todas as sopas que quisermos.
Aqui estou eu: O vinho é à escolha:
Uma das barraquinhas de sopa onde os sorrisos estão sempre presentes e este cavalheiro tinha um bigode digno duma foto:

As sopas são tão variadas, desde canja, sopas de peixe, sopas de legumes, sopa da pedra e até sopa do corno... que de vez em quando as tigelas devem ser lavadas e também há lugares próprios para o efeito e não se assustem com a quantidade de pessoas... é tudo muito rápido.
Já repararam que aqui são os homens que lavam a loiça?



Aqui está uma família (3 gerações) a fazer um piquenique de sopa e o ar satisfeito da bébé?


Nem o segurança nega uma sopinha:


Depois desta experiência que adorei, gostei da novidade, da empatia que se cria com algumas pessoas, no convívio, regressámos a casa e vi dois GNR a cavalo... eu, que nessa altura ainda só tinha um vício: a fotografia disse:
- Pára, pára, vou pedir para tirar uma foto
- És maluca... mas encostou.
Saí do carro, de máquina na mão e pedi:
- Posso tirar uma foto a fazer uma festinha ao cavalo? É que nunca toquei num...
- Pode, ele é muito mansinho...
- Tem um pescoço tão rijo... sinto-lhe os músculos... tem um olhar tão doce... e é tão alto... desculpem, tenho muitos animais, mas nunca tinha estado tão perto dum cavalo...

Agora, a recordar-me, penso que devo ter parecido tão choninhas, mas eu digo o que me vai na alma...
O GNR do outro lado da estrada disse:
- Vê lá se a senhora quer subir...
- Oh! Posso? Não sei como subir mas queria...
E sem saber bem como vi-me montada a cavalo. Como sou baixota... já repararam nos meus pés?

Eu depois perguntei ao meu marido: viste como eu subi? Ele empurrou-me o rabo?
- És palerma? Deu-te um impulso no calcanhar.
Olhem, não sei como foi, mas o que é certo é que voei lá para cima.



- Estou tão alta... que giro... que bom... que sensação...
Nisto, o GNR pegou nas rédeas(?) do cavalo e atravessou a estrada comigo montada.
- Estou a andar a cavalo... ai meu Deus, estou tão feliz!

Do outro lado da estrada o outro GNR aguardava por nós e antes de desmontar ainda fiz uns miminhos ao cavalo.
Pelas fotos acho que os GNR também estavam contentes com a minha felicidade.
Já dentro do carro, desatei a ver as fotos, o meu coração pulava de contentamento, tinha lágrimas nos olhos e lembro-me de ter dito:
- Se houvesse um problema e eu morresse hoje, morreria tão, tão feliz!!!
Resolvi partilhar mais esta história da minha vida, uma vida que tem sido muito atribulada, com capítulos muito maus, mas com momentos de extrema felicidade... felicidade que na maioria das vezes está nas coisas simples da vida, basta sabermos apreciá-las.
Um grande, grande beijinho para todas


quarta-feira, 21 de abril de 2010

Estou orgulhosa, vaidosa... e muito feliz!

Bom dia queridas

Fui convidada pela Margarida Machado http://aspetalasdamargarida.blogspot.com/ para ser madrinha do blog dela. Aceitei de imediato, com muito orgulho.

Já coloquei do lado direito o logotipo do blog da Guida, mas estou tão contente e vaidosa que não resisti a contar como tudo começou.


Conheci a Guida no dia 27 de Fevereiro, dia do nosso 1º almoço/convívio. O ponto de encontro foi a loja da Maria e eu já lá estava quando a Guida entrou, olhou em redor e depois para mim, que já tinha uma etiqueta ao pescoço com o meu nome e o nome do blog e exclamou:

- Olha a Aboborinha Madura, gosto tanto do seu blog, sou a Margarida Machado...

- E qual é o seu blog? É que eu conheço melhor os nomes dos blogs...

- Eu não tenho blog, mas sigo-a regularmente.

No almoço não conversámos, pois a disposição das mesas não era muito funcional para um convívio com todas.

Quando nos despedimos pedi à Guida que me escrevesse para mantermos o contacto, avisando-a que a iria pressionar a criar um blog.

Dois dias depois ela escreveu-me, desde aí mantemos contacto, ela já criou o blog e já nos encontrámos em três WS.


Convidou-me para madrinha dois antes do WS de cartonagem, uma empatia instantânea que evoluiu rapidamente para amizade e até parentesco.
A Vida reserva-nos surpresas tão boas...
Convido-as a todas a visitarem o blog da Guida que ao longo da vida tem tido amor por diversas artes e que hoje tem muita pena de não ter fotografado trabalhos lindos que já fez.
Como madrinha, claro que lhe desejo a toda a felicidade para ela e para o seu blog, e tenho pena de não saber mais para a ajudar... deve ser mais provável aprender com ela, pois percebe de costura ...
Um beijinho muito grande para todas vocês e vão "cuscá-la" que não se vão arrepender.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Muito, muito obrigada Lee. Estou super, hiper feliz!!!

Olá meninas


Venho partilhar com vocês a minha alegria e a história deste presente maravilhoso que me chegou do Brasil, enviado pela querida Lee http://leealbrecht.blogspot.com/


Tudo começou assim:

Comecei a seguir o blog da Lee praticamente desde o início, mas sem conseguir comentar e apercebi-me que não seria a única pois ela tinha pouquíssimos comentários...

Um dia ganhei coragem e escrevi-lhe para o mail da Escola de Bordado a deixar-lhe a dica: Definições/Comentários e no 3º item clicar em página inteira.

A Lee agradeceu e eu passei a comentar com regularidade.

Assim, numa postagem dela, em Janeiro, sobre "Colecção de Bastidores", comentei assim:

Olá Lee

Pelos vistos temos coisas em comum. Adoro coleccionar. Colecciono dedais, mas só dos sítios por onde ando, globos de neve também dos lugares onde vou. Fico com pena quando não consigo nenhum deles. Portugal tem sítios lindos, mas não há gosto por divulgar o que temos. Faz-me muita confusão. Estou a fazer uma colecção que muito aprecio: Stº António's, qualquer dia mostro, todos artesanais.Bom voltando aos bastidores, até em retrosarias me encantam, mas não sei trabalhar com eles, quer dizer, nunca experimentei e não sei qual o adequado para ponto cruz.

Ai Lee, era tão bom estarmos mais perto...
Beijinhos
Helena


e a Lee respondeu, comentanto no próprio blog:


Helena


Os bastidores são os de plástico...

Ainda não estou vendendo kits para o exterior... tenho uma feira aqui eo Brasil em Abril e depois estarei pensando nisso...é um sonho meu estar vendendo meus kits para todo lugar...Esse mês mandei um kit de presente para Filó, e mês de fevereiro vou mandar para Africa do Sul, então já está agendado que o seu será em março.
Um grande abraço
Lee

Fiquei sem palavras, super feliz, sem perceber... porquê eu? Mas há coisas (boas e más), na vida que devemos saber aceitar sem perguntas. Quem me protege sabe porquê e isso basta-me.

Conforme prometido, recebi na 5ª feira passada o presente: o Kit contem o Curso Básico de Hardanger e é composto por:

Apostila contendo 21 páginas ilustrativas de cada etapa do trabalho, com gráficos e fotos. Contém as Noções Básicas de Hardanger e seus principais pontos decorativos.

Acompanha 3 gráficos, ficando a critério de cada uma como ser bordado.

Instruções Básicas do Hardanger



Curso Básico do Hardanger e alguns complementos



Curso Básico de Hardanger embelezado com Ponto Cruz.


Kit contém:
apostila, tecido, linhas e agulhas para a execução do trabalho



Estas indicações e fotos "roubei" duma postagem da Lee, assim está tudo certinho, e já combinei com ela fazê-lo nas minhas férias, para me dedicar em exclusivo a ele, mas ando a lutar com a minha ansiedade, desejosa de começar.

Tenho ou não tenho razão em estar Hiper Feliz?
É que este presente representa muito mais do que o conteúdo do envelope... é toda uma empatia, amizade, carinho que um Oceano não consegue separar.

Mais uma vez, muito obrigada querida Lee!

Beijinhos hiper-felizes para todas

quarta-feira, 10 de março de 2010

Mais um trabalhinho da filhota: uma moldura

Olá lindas(os)

A minha filhota mais nova, resolveu "emoldurar" os momentos de diversão que tivemos no Carnaval (naquela loja que pusemos de pantanas), e assim decorou uma moldura.

A foto não valoriza o trabalho, pois a mesa e os azulejos são quase do mesmo tom, mas como eu já tenho dito, o nosso atelier é a mesa da cozinha e se eu não tiro logo as fotos, esqueço-me.



Gostámos muito do resultado do trabalho dela e o meu marido ficou emocionado com a foto que ela escolheu...

Podia acabar a postagem aqui, mas, para vocês perceberem o porquê da emoção dele, eu explico: o meu marido não é o pai da minha filha e ela é de facto parecida com o pai, mas infelizmente ele faleceu quando ela tinha 2 anos e ambos tínhamos 32.

Sou de facto uma aboborinha madura, não pelas rugas na cara, nem pelas "pregas no colarinho", mas por tudo o que já vivi.

Assim, a minha maneira de estar na vida, é viver o dia a dia o melhor que me é possível, porque posso não ter amanhã.

Não pensem que eu estou triste ou infeliz... pelo contrário.

A vida passada tornou-me uma aboborinha madura, mas muito doce.

Comentem o trabalhinho dela porque estes momentos de artesanato estão a ser muito úteis para ela desanuviar do stress do Mestrado.

Beijinhos doces para todas(os)

quinta-feira, 4 de março de 2010

A aboborinha nunca se atrapalha...

Bom dias queridas(os)

Como não é novidade, na minha casota, eu tenho disposição para fazer tudo: cozinhar, bordar, pintar, jardinar, passear, brincar, etc. etc.

Adoro trabalhar na mesa que tenho no logradouro, ao ar livre, a ouvir os passarinhos, na companhia dos animais, dos meus, dos adoptivos e dos veraneantes que me visitam...

A mesa é grande, mas às vezes está tão ocupada que não chega. Ai, que saudades, há 6 meses atrás andava tão produtiva...:


e vou para o chão. Aí tenho muito espaço livre. Aproveito para vos apresentar as minhas fiéis amigas caninas: a Nayma (debaixo do meu braço esquerdo), com 12 anos que é a mãe das outras duas, a Missy e a Asti, (a cor de champanhe, daí o nome), ambas com 9 anos.

São caniches, a Nayma é caniche média e, como o pai era caniche anão, as filhotas ficaram no meio termo...serão... caniche pequeno? Não sei, não ligo nada a "marcas".

Estou a segurar-lhes o focinho, porque quando eu baixava a cara as mais novas atacavam-me com lambidelas. A Nayma, que é super meiga sabe-se comportar e só lhe falta falar, as filhotas saíram ao pai... e não há educação que resista.

O meu marido ao tirar a foto dizia: só mesmo tu, tens mesmo muita paciência...por isso é que elas são assim...

Ele tem razão, mas eu, sempre que posso dou-lhes a atenção e os mimos que não consigo dar no dia-a-dia.

Reguila, como sou, respondi-lhe: estamos de férias não estamos? Entáo as férias são para todos!


Antes que me perguntem: que estavas tu a fazer? Eu digo já: estava a betumar uma madeira, velhíssima, que depois ficou assim:


Se forem à etiqueta Reciclagem/Novo look, está lá tudo.

Um dia conto a história da Nayma, mas hoje não dá mesmo. Fiz esta portagem a correr porque já havia meninas a pedir as patinhas que faltavam... Tenho fotos lindas delas, mas são em papel... e tenho mais algumas digitalizadas, mas devem ter "dado às patas" que não as encontrei...

Meninas, o "diabinho do trabalho" atacou-me forte: é no trabalho, é em casa, nos bordados, nas pinturas... UFA! Ando de rastos.

Tenho as visitas aos vossos cantinhos atrasadas, mas não me esqueço de vocês e espero pôr a "escrita" em dia.

Beijinhos e lambidelas para todas(os)

segunda-feira, 1 de março de 2010

Parte das patinhas que andam lá por casa...

Olá amigas(os)

Como tive comentários a dizer que não se via bem na foto a prendinha que eu ofereci, aqui está ela:
A caixinha foi pintada e bordei a almofadinha em Hardanger, o desenho do coração exterior, tirei do blog Les Partages de Ticoeur. Por dentro deveria ter ficado com um género de "crivo", mas como pensei em o adaptar para ser um alfineteiro, bordei mais um coração, também com outro ponto de Hardanger para não ficar esburacado.

Gostei do efeito e ontem, acabei outro, que seria para mim, mas já não está comigo... depois mostro.

O convívio de Sábado passado foi um êxito e deu para sentir o carinho que muitas blogueiras e não só, também a Margarida, tinham por mim, também pela história dos gatinhos e perguntavam-me como eles estavam agora.

Assim, como não tenho só o Jimmy e a Maria, venho apresentar-lhes as "manas" mais velhas, que também têm a sua história.

Tirei as fotos ainda no Sábado e o Jimmy, com quase 9 meses, está assim, um loiraço lindo e super, híper, meigo:


a Maria, grande espertalhona e vivaça, mas muito meiga, também está grande (claro que tem a mesma idade do mano):

Após termos tido uma ninhada de gatos pretos num dos anexos (mais uma história a contar) a minha filha mais nova cismou que queria uma gata preta. Fomos a uma loja de animais em Tomar, que vende toda a espécie de animais mas, quanto a gatos, não vende "gatos de marca"... prefere aceitar ninhadas e dá-los a pessoas que cuidem bem deles.
Então, não havia nenhuma uma gata preta, e esta malandra teimava em subir por mim acima e quando lhe peguei, aninhou-se nos meus braços e pronto, estava feita, já veio connosco.
Ao chegar a casa, revelou-se e não parava quieta e nós, que ainda não tínhamos escolhido o nome dizíamos: sua besnica, tão fofa na loja e agora és uma terrível...

Assim, de besnica passou a Nica e aqui está ela já com 3 anos. Dá para ver que 5 segundos ao colo é tempo demasiado para ficar quieta.


Agora vem a mais velhinha, com 9 anos.


Um dia quando a minha filha mais velha ia a entrar no prédio ouviu miar, já estava a anoitecer, seguiu o som e deu com uma gatinha muito pequena, várias pessoas tinham passado por ela completamente indiferentes.

A minha filha pegou-lhe, levou-a para casa, deu-lhe comida, porque nós na altura tínhamos uma gata, a Diana, que entretanto já faleceu, e pusemos um aviso na entrada do prédio, porque já uma vez tinha aparecido um gato no nosso patamar e tinha donos, que ficaram muito agradecidos por termos posto um aviso, pois andavam desesperados à procura dele.

Neste caso foi diferente, ninguém nos bateu à porta e a Shaggy há 9 anos que está connosco.

Shaggy é uma palavra inglesa que em português quer dizer peluda:



Todos os nossos animais, sim porque ainda faltam as cadelas (fica para outra vez), têm iis nos nomes.


Li algures, que o som que os animais ouvem melhor é o i, e por isso este som devia estar presente no nome deles

Os mais velhos foi por intuição, os outros, tivemos esse cuidado.

O que acharam? É muita patinha, não é?


Beijinhos "peludos" para todas(os)




sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Sou uma aboborinha abençoada! (Uma história real que merece a pena ler)

Olá a todas(os)



Podem cuscar à vontade os pormenores, esta foto está repleta de trabalhinhos que já fiz...

Trabalhinhos que se vêm e trabalhões que não se vêm, como a pintura da parede do fundo. Sim, que expôr trabalhos lindos e maravilhosos numa parede toda manchada não tinha graça nenhuma. Há que criar ambiente e lá andei de trincha na mão (não me enganei, teve ser ser mesmo trincha).

Agora vamos à razão da minha postagem... Estão a ver do lado direito um espanta-espíritos?

Pois, eu adoro espanta-espíritos e comprei este por ser de bambú e já com o sítio destinado para ele.



É tão agradável, logo pela manhã, visitar as minhas florinhas, ou quando estamos a "almoçar fora" ouvir o barulhinho das canas quando há um ventinho...



Se estamos a almoçar, recosto-me na cadeira e suspirando digo: adoro viver no campo...


Um dia de Junho passado, estávamos nós a acabar de almoçar aqui, quando vimos passar um casal de vizinhos que, da estrada nos fez adeus...

- Já tomaram café? Não? Então tomem connosco...



Acompanhámos o café com umas bolachinhas e uma amena cavaqueira, mas os olhinhos deles iam mirando tudo em redor (é que a maioria dos trabalhinhos foram todos feitos na 1ª quinzena de Junho), havia muita coisa nova...



A J... não se aguentou, levantou-se e foi ver de perto as telhas, o alguidar, a caixa de correio que já,foi ninho...



- An... já viste esta telha do espantalho?

Aí o An... levantou-se e disse: muito gira, mas eu gosto mesmo é da do galo...



O meu marido levantou-se e foi esclarecendo: esse alguidar era meu, iria para o lixo se não fosse ela...e terreuteuteu... e blá, blá, blá...



E eu pasmada a olhar para aquelas "3 figurinhas" e a pensar: (sim senhora Lena, realmente mudaste bem este cantinho..., até parece uma visita guiada...)

Quando de repente a J... exclama, apontando para o espanta espíritos: olha um ninho! Olha um ninho!





Eh pá! Parece que tinha uma mola na cadeira, levantei-me logo e fui ver ... até fiquei comovida.


O Sr. An... disse: lá fazer o ninho fizeram, mas com vocês aqui por perto ele vai ficar assim mesmo.

Eu só perguntei: e é um ninho de quê?

- Pelo tamanho só pode ser de carriça.

- Carriça, que também é conhecida por chapim e que está em vias de extinção?

- Essas mesmo!

- Por aqui ainda há muitas, costumo vê-las nos fios da electricidade, parece que assobiam...

- Oh, era tão fixe que eu visse uma no ninho...



Como vocês podem reparar, oa passarinhos transformaram a porta do ninho, num círculo com um pouco menos de 3cm de diâmetro.



Eu sei isto, porque no dia seguinte levantei-me cedo e empinei-me numa cadeira e medi, mas dali não tinha alcance suficiente para ver se havia ovinhos, tinha de ir buscar o escadote e aí o meu marido ralhava-me... e com razão, mas a chegar mais de perto não resisti.


Se ele vier aqui, espero que leia isto na diagonal...


Dois dias depois, logo de manhã, vi uma carriça poisada num galho deste arbusto, fiz marcha atrás para pegar na máquina, mas já só apanhei uma borboleta, mas de repente ouvi um piar e não é que ela lá estava poisada no arame da roupa (se voltarem à 1ª foto, ele está lá).






Não me mexi, não respirei, e ela lá continuava a olhar para mim, piando e inclinando a cabeça e eu de máquina na mão, parecendo uma mulher estátua sem me mexer...



Entretanto, baixindo, resolvi cumprimentá-la: olá linda(e ela piava), bom dia (e ela voltava a piar)...

Achei que estava vivendo um milagre, estava feliz, super feliz, quando oiço o meu marido (metendo a cabeça de fora da janela da casa banho): estás a falar com quem?


- (Ai que nervos) Contigo é que não era!
- Mas o que mau humor logo de manhã, nem parece teu...
- Pois, afugentas-te-me a passarinha...
- O quê? Então eu é que devia estar chateado...
- Ah, ah, mas que gracinha... era a carriça que estava aqui...
- E estavas a falar pr'a ela (perguntou-me incrédulo?)
- Claro que sim, eu falo com tudo o que mexe e não mexe, tudo tem vida...
- Não fiques chateada, vais ver que ela volta.

(Espero que não levem a mal, mas foi mesmo assim que se passou e, ou conto como foi, ou apago isto tudo...)




E ela voltou, quando estávamos a almoçar cá fora. Com atenção, reparámos que eram 2, uma mais castanhinha que a outra, devia ser um casal.

Uma fazia a rota do arbusto florido, pela frente da casa e a outra, pelas traseiras.


Nesta altura levantáva-me às 6H da manhã, para dar o biberão aos gatinhos e lá estava ela no arame da roupa, dáva-lhe sempre os bons dias e ela respondia-me sempre.



Ficámos amigas e foi possível tirar as fotos seguintes:





A mamã carriça, a guardar o ninho, enquanto o papá (que tinha ido às compras), não chegava:






Os filhotes de biquinhos abertos (só se vêem dois, mas eram três:








O papá, que fazia a rota das traseiras à espera para avançar com mais comidinha:



A tarefa de alimentar e cuidar dos bebés é dividida por ambos. Tarefa bem cansativa, tantas as idas e vindas que faziam ambos.


Os papás passavam a noite dentro do ninho, com os filhotes. De manhã via-os sair de lá e a carriça do ninho saltava para o arame e depois voava.
Perguntava a mim mesma, como era possível caberem todos ali, se bem que as carrças são mais pequeninas que os pardais.

Duas semanas depois o ninho estava vazio... invadiu-me uma sensação de vazio, o meu marido consolou-me fazendo-me ver que era bom sinal, que eles já voavam, eram independentes...
Eu sabia tudo isso, mas também eram um bocadinho meus filhotes...

Gostava que este ano voltassem a habitar a "casinha", talvez a nova geração se lembre onde nasceu...
Foi tão bom acompanhar esta experiência, algo que alguns fotógrafos profissionais levam dias, semanas ou mais para conseguir uma fotos parecidas.
Uns anos dois anos atrás o meu marido disse-me: quando um animal escolhe uma casa para ter os filhos é porque essa casa é abençoada...
E eu também sou: muito, muito abençoada!
Fiquei emocionada ao relembrar esta história real...
Para desanuviar, vou deixar-vos como mais duas fotos, uma do Jimmy e outra da Maria na altura em que os passarinhos nasceram. A da Maria está um docadinho desfocada, mas está fofa na mesma:





Ainda mal conseguiam segurar as cabecinhas.



Como hoje estou uma "manteiga derretida" aqui fica a faceta da aboborinha ...amorosa:





Fiquem bem, aproveitem bastante o fim de semana, que eu vou fazer o mesmo, ainda por cima o meu vai até 3ª. Não me vão ver por aqui estes dias.
Beijinhos doces para vocês!







terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A minha mãe fez este Domingo (dia 10) 84 anos

Bom dia amigas

Gostaria de vos apresentar a minha mãe, Adriana, que tem a bonita idade de 84 anos.


Estas fotos são do Natal passado, na minha casota da terra. A 2ª foto é ela a "refilar comigo" por estar a fotografá-la sem estar devidamente arranjada.
A minha mãe vê sempre coisas para fazer e esta nespereira estava a invadir o espaço do limoeiro e resolvemos cortar uns ramos e é o que vocês podem constatar. A minha mãe não é pessoa para ficar parada, vai daí, com uma zagaia e muita determinação "atacou" a nespereira.
A vida da minha mãe nunca foi fácil, valeu-lhe uma saúde de ferro até 16 anos atrás, altura em que lhe foi diagnosticado cancro da mama invasivo. Fez uma mastectomia, continuando a ser vigiada periodicamente. O "malandro" voltou a atacar 3 anos atrás nos intestinos, mais uma operação delicada da qual recuperou muito bem.
Vive sozinha na sua casa em Lisboa (o meu pai já faleceu há 20 anos), onde vive há 52 anos. Sai todos os dias, a maioria das vezes com a vizinha, também viúva, com 82 anos. Esta senhora só tem 5% de visão devido a um glaucoma, mas mesmo assim as duas não param: vão tomar o pequeno almoço ao café, fazem as suas compras diariamente, verificando a qualidade/preço e vão a feiras regularmente. Todas as 5ªs feiras vão ao Teatro da Luz assistir a expectáculos gratuitos, inscreveram-se o ano passado numa Associação onde participam em almoços e excursões, etc, etc.
Quando preciso de umas linhas, botões ou qualquer coisa que não encontro perto de mim, lá vai a minha mãe em pesquisa para a baixa de Lisboa.
Como vos disse, há 16 anos detectou um nódulo na mama direita, no espaço de 1 mês estava a ser operada. Fez quimioterapia em comprimidos, o que dentro do mau foi óptimo por não ficar dependente do hospital. Ao fim de 5 anos foi considerada vencedora da doença pelo IPO e convidada a participar anualmente num encontro de mulheres mastectomizadas, também vencedoras deste tipo de cancro.
Continua a ser seguida regularmente, pelo operador e pelo médico da quimioterapia, por isso mulheres estejam atentas ao vosso corpo.
O cancro da mama detectado a tempo tem cura e a qualidade de vida pode manter-se por longos e bons anos.