Olá Meninas(os)Brincaram muito?Não me lembro dumas mini-férias, em Fevereiro, tão geladas.A partir de Domingo o vento veio para ficar e, juntamente com o frio, fizeram uma combinação tão gelada, que até me arrepiava ao bater as pestanas. Só no Domingo à tarde fomos dar uma voltinha a Tomar, levei pão para darmos aos patos, mas ficámos tão gelados que entrámos numa loja, para fugirmos do frio, até me doíam os olhinhos...Aí, conseguimos brincar e tirar umas fotos, não é? 
A minha mãe estava difícil de convencer a pôr o chapeuzinho, mas depois até gostou.
A minha filha resolveu meter-se comigo e enfiou uma abóbora na cabeça..., mas ainda lhe falta muito para estar madura, felizmente.
Também não foi fácil enfiar a peruca ao meu marido, mas depois alinhou e ainda colocou um narizinho.

Vocês devem estar a pensar: e a Helena, nada, nadinha?
Então sabem lá a realidade a que cheguei?
Não tenho cabeça para usar chapéus!
Pois... enfiei o da abóbora e caiu-me até ao pescoço, enfiei o da bruxinha, o da minha mãe, esse nem se viam os olhos, coloquei uma peruca, que ficou abaixo do nariz, como aquilo é só fibra, deu-me um ataque de espirros que as pessoas que estavam na lojá, só se riam... por fim descobri este "peniquinho" com fitinhas brilhantes e é a figurinha que se vê:

Se resolvesse sair à rua bem podia correr atrás dele, porque mesmo assim, ficáva-me grande. Foi só para o meu marido me tirar uma foto... eles já estavam a ficar incomodados com o alvoroço que provocámos na loja.
Pelo menos aquecemos um pouco com as boas gargalhadas que demos.
A aboborinha madura.... e o miminho
Nem dei pelo meu marido a tirar-me a foto de tão concentrada que estava:
Em determinada postagem, trocámos uns comentários engraçados e daí a trocarmos mails e a pedir-lhe ajuda em certos trabalhos foi um passo.
Pelo Natal, contei-lhe duma prenda que pensava fazer e não conseguia arranjar o tom certo, já tinha comprado 5 latas diferentes e não acertava... Ela, prestável como sempre ofereceu-se para me enviar uma embalagem. Ela sabia ao tom que me referia, pois já tinha feito trabalhos com ele.
Eu ainda lhe disse que ia procurar melhor, mas não houve nada que a demovesse.
Assim, na semana passada fui levantar a encomenda aos Correios... achei o envelope um pouco grande e fofinho, mas como normalmente têm as bolhinhas de ar...
Não o abri logo quando cheguei, estava curiosa, mas também quis prolongar o momento.
E, há uns rituais diários que tenho de fazer assim que chego: o meu marido passeia as cadelas, eu trato dos gatos, preparo o jantar, etc, etc.
Só ao serão abri o envelope e muito bem embrulhado, lá estava o frasco da tinta. Cá em Lisboa, nunca vi aqueles frascos e vinha acompanhado de uns quantos guardanapos e lenços. ..
Disse em voz alta: eu bem achei o envelope grande e que giro, tenho tantos guardanapos e não tenho nenhum igual...
O meu marido veio espreitar, e apontou para uma folha A4 dobrada ao meio...e perguntou: o que é isso?
- Mas que curioso... Deve ser a Pipoca a mandar-me beijinhos e a desejar-me um bom trabalho...
Quando abri a folha, exclamei: uma carta p'ra mim... que querida... e comecei a ler baixinho.
Não era somente uma carta de boa educação, a desejar-me um bom trabalho... era mesmo para mim, a pensar em mim, até me explicava o porquê dos guardanapos enviados.
A carta "mexeu" muito comigo, já lho disse por telefone.
Há muito que não lia uma carta... com estas modernices dos telemóveis e dos mails... e soube-me tão bem, tão bem...
Mais uma vez obrigada, Pipoca querida.