quinta-feira, 11 de julho de 2013

Cada dia, um nascer do Sol, sempre igual ou diferente?

Bom dia a todas

Levanto-me com o nascer do Sol, às 8H tenho de estar no local de trabalho e não moro perto.

Há as rotinas de diárias, a higiene, o vestir, os transportes públicos e é aí que começo a pensar no que tenho pela frente... o que vou fazer primeiro, o que pode esperar, etc. Por vezes penso nas minhas artesanices também, hi, hi.

Ontem o dia começou da mesma maneira mas assim que cheguei ao trabalho tive um telefonema da minha mãe (falamos diariamente) e notei que a fala dela estava diferente, enrolada, presa e ela confirmou que estava a achar estranho. Combinámos encontrar-nos em S. José, não lhe disse nada, mas sabia que tinha havido um AVC...

No Hospital foi-me permitido estar ao pé da minha mãe e foi confirmado o AVC, mas havia necessidade de fazer análises, electrocardiograma e TAC e, consoante os resultados decidir se ficaria internada. Por ser mais confortável para ela optaram com o nosso consentimento em interná-la de imediato.

O dia foi longo, as peripécias foram muitas, mas felizmente a minha mãe já está em casa.


Esteve toda a tarde nestes claustros, mas o aspecto não era nada disto, esta foto já tem 4 dias. Ontem, estava a abarrotar, senhores do lado direito, senhoras do lado esquerdo, ao dentro “os supostos gabinetes” para médicos e enfermeiros trabalharem.

Tenho de realçar o profissionalismo dos diferentes trabalhadores, da médica de Medicina que nos atendeu, não só pela sua capacidade de diagnóstico, como pela sua simpatia, das enfermeiras/os, dos maqueiros dos administrativos e até dos polícias que estavam de serviço.

Quando tive de me separar da minha mãe e aguardar “por ali”, nada tinha para fazer a não ser pensar e observar.

O dia de ontem podia dar uma postagem XXL, mas quero somente destacar o desempenho do funcionário das Informações, um rapaz que tinha idade para ser meu filho, que mais parecia não ter dois braços, mas sim seis ou sete, atendendo os familiares dos doentes, sedentos de notícias, atendendo o telefone, encaminhado as pessoas, enquanto na sala de espera havia gritos, discussões, mas sempre sempre com um sorriso e uma simpatia que não tenho palavras para descrever.

O mesmo rapaz, que “descobriu” a D. Adriana (minha mãe), quando eu e o sistema informático tínhamos outra indicação do seu paradeiro. Foi simplesmente incansável. Eu agradeci-lhe e ele respondeu: é o meu trabalho, tenho de saber o paradeiro dos doentes e informar as famílias.

Não sei o nome de nenhum dos profissionais que conheci ontem. As fardas com identificação ainda não chegaram a este Hospital, mas isso é o menos relevante.

Sei que nunca o tinha visto, e não vejo alguma probabilidade dele ler esta postagem, mas ontem tive um anjo da guarda perto de mim, e foi ele. Numa certa altura fui perto dele e agradeci-lhe a 

Quem sabe, alguém que trabalha em S. José, lê isto, soma 2 e 2 e lhe diz como eu estou reconhecida? 
A net tão depressa é um mundo, como se transforma num quintal.


Fala-se em despedir 30 000 funcionários do Sector Público? Quais? Será que alguém sabe?

Será que um deles é este rapaz, 100%, profissional, mas com contrato a prazo e que quando terminar já não é renovado?

Será que é alguma das médicas que atendeu a minha mãe, com simpatia, carinho, sem pressas, dando-lhe toda a atenção, como se não existissem mais doentes?

Ou será a enfermeira que estava a falar com ela quando entrei no claustro, e ainda nos rimos, porque ela me disse que a minha mãe lhe estava a contar “alguns pecados” que fazia, mas afinal ela estava à espera de coisas mais graves, os “pecados” eram só uma sandes de chourição de vez em quando?

Ou será o polícia, que interveio quando um doente, após ter sido visto por Psiquiatria estava completamente descontrolado, a discutir “pr’o mundo” por causa do médico não lhe ter receitado nada. O polícia começou a falar calmamente para ele, ouvia-o, e o encaminhou-o na direcção da saída para não perturbar a Admissão dos Doentes?

Qualquer destes profissionais, e muitos outros igualmente bons podem estar na “corda bamba”.

Pensei muito ontem, mais que o habitual.

Falei há pouco com a minha mãe, continua na mesma, mas mais animada, diz que teve muita sorte com as pessoas que a atenderam.

Não é a primeira vez que partilho experiências, sentimentos, emoções, mas hoje fui um pouco mais longe. Achei que devia dizer que temos bons profissionais, que apesar de terem todos os motivos para andarem desmotivados, continuam a trabalhar com o mesmo afinco, vontade e também criatividade: não havia almofadas, o maqueiro pegou num lençol, deu-lhe meia dúzia de voltas e ficou uma almofada que colocou por baixo da cabeça da minha  mãe:
- desculpe, é o que tenho, fica bem?
- sim, se calhar até fico mais fresca.

Ontem foi o dia em que senti que o "copo esteve sempre meio cheio" em vez de "meio vazio".

Amanhã é um novo dia, com mais um nascer do sol, com um novo caminho pela frente.


Aproveitem cada momento, mesmo quando a vida nos prega partidas.

Beijinhos a todas e muito obrigada por estarem comigo

terça-feira, 9 de julho de 2013

A Aboborinha Madura faz hoje 4 anos e foram 4 os filhotes que a Maria e o Jimmy tiveram



Olá lindas

Faz hoje 4 anos que decidi criar este cantinho, um local de partilha de trabalhos, mas também de entimentos e experiências vividas.

Este ano, trouxe-me um experiência que nunca tinha vivido, o nascimento de uma ninhada de gatinhos (4), a 23 de Janeiro.


Ainda não tinha partilhado este evento com vocês e resolvi fazê-lo hoje, 4 gatinhos, tantos quantos os anos do meu blog.

Quem me acompanha há mais tempo sabe que eu adoro gatos, mas tenho um carinho especial pelo Jimmy e pela Maria, que resgatámos do contentor do lixo, com horas de vida. Podem ver a sua história aqui.




                                  


A Maria fez questão de ter os gatinhos mesmo ao pé de mim, o que me deixou deveras emocionada e só depois condescendeu em ir para a caixa, que entretanto eu já tinha preparado.

Nasceram 2 gatinhas (uma amarela e uma branca) e 2 gatinhos (um amarelo e um preto).

Foi uma mãe dedicada e várias vezes tive de lhe pegar ao colo para a levar aé ao comedouro, não queria deixar os filhotes.Só depois percebi, que ela ia sozinha, dese que eu ficasse ao pé da caixa.


Mesmo assim, sempre que me apanhava a jeito era em cima de mim que ela queria estar... literalmente:


Tudo era novo e maravilhoso, mas não havia a mínima hipótese de podermos ficar com eles, já sabíamos isso, mas a tristeza dos dar começou a abater-se sobre nós.

A veterinária que desde o início se prontificou a arranjar-nos famílias para eles combinou comigo a entrega dos primeiros, o gatinho preto e a gatinha amarela. Foram para uma mãe e filha.

A Maria ficou desorientada, sempre a contar os dois restantes e a procurar os outros pela casa e a olhar para mim. Eu e o meu marido tantávamos consolá-la, mas as lágrimas caíam-me pela cara abaixo e ele desviava a cara para eu também não ver as dele.

Foi então que o meu enteado resolveu de imediato ficar com o gatinho amarelo e chamou-lhe Tobias... mais um que se foi embora, mas continuamos a saber dele e é um gatinho muito feliz.

Restava a branquinha, que entretanto foi mudando de côr, ficou cinzenta clara, com as extremidades escuras e achámos que onde cabiam 4 cabiam 5... também já não éramos capazes de deixar a Maria sem nenhum filhote, seria cruel demais e assim a Mimi ficou connosco:


Foi a decisão certa, a Maria ainda hoje, passados quase 6 meses, dorme com ela e com o Jimmy.

Como novinha que é, brinca muito e gosta de correr pela casa, mas a Maria chama-a com um miado especial e depois lambe-a tanto, que até eu fico cansada só de ver.

Também tem momentos de pausa, de olhar pela janela, em cima da torre dos DVD's:

e também fica sossegada, quando resolve descansar:

Dá para veream que o pelo dela tem mudado, de branca, passou a tuti-color, com os olhos azuis clarinhos.

O meu marido que tantas vezes avisou o Jimmy:... nada de xi-xis pela casa, senão ficas sem tim-tins... esqueceu-se do avisar:... e nada de "gatices" também...

Agora já não tem tim-tins e podemos estar descansados.

Perguntam vocês: porque não fizeram isso antes?

Porque, segundo os conhecimentos do meu marido, o normal seria que um gato no meio de 3 gatas começasse por "marcar terreno" e isso seria um sinal de alerta... pois é, mas nem todos são iguais, não é? e lá bem no fundo, o meu marido identifica-se muito com o Jimmy e tirar-lhe os tim-tins era como se o fizéssemos a ele também, hi, hi

Fui eu que o levei à veterinária para isso, enquanto ele ficou a consumir-se em casa.

Espero que tenham gostado de mais esta partilha.

Com este testamento não me esqueci do meu blog, de quantos conhecimentos e amizades travei através dele, e de quayno tenho aprendido com vocês.

Continuem comigo pelo tempo que quiserem que eu vou continuar por aqui.

Um grande beijinhos para todas


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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Gatinha amigurumi

Olá a todas

Aqui está uma gatinha bébé, toda contente porque ja está quase de fim de semana e vai para uma festinha... daí o chapelino que tem na cabeça. 



Foi mais uma proposta do forum e amigurumies de que faço parte e este era o Desafio de Junho.

É divertido criar estes boneuinhos fofinhos e este vai fazer companhia a uma bébé que vem a caminho.

Com este, vou no 15º amigurumi do Desafio da Debbie (fazer 30 amigurumis em 2013). Estou a portar-me muito bem, não acham?

Isto dos amigurumis é um vício tramado, mas se posso estar entretida a "artesanar" com prazer, porque não ceder à tentação?

Bom fim de semana a todas e cuidado com o calor

Beijinhos



domingo, 30 de junho de 2013

Desafio da Giggy - Alfineteiro

Olá a todas

Foi com enorme prazer que aderi ao Desafio/Reto lançado pela Giggy



A data para a apresentação é hoje e cá estou eu com mais este amigurumi concluído.

Era um trabalho fácil, ideal para as principiantes nos amigurumis. 

Gostei muito do fazer. Muito obrigada por este Reto.

Este carrinho de linhas/alfineteiro é o meu 14º amigurumi do Desafio da Debbie.

Beijinhos a todas e um bom resto de Domingo, apesar do calor que se faz sentir, mas andámos tanto tempo a queixar-nos do frio e da chuva...

Aqui está o Certificado de participação que entretanto a Giggy fez e disponibilizou. Gostei imenso.

 

Até breve

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Em tempo de caracóis... caracol amigurumi


Olá a todas

O gosto por caracóis não é nada unânime, mas este é diferente: fofinho, sorridente e nada ranhozinho.

Poia é, mais um amigurumi, fácil de fazer e que dá muito bem para aproveitar restinhos de lã.



Devagar, devagarinho, bem tentou acordar o Jimmy, mas é tão levezinho, mas não conseguiu e assim ficaram os dois: o caracol, sorrindo e gatinho, sonhando.

Não percam a vossa capacidade de sorrir e sonhar, por favor.

E, com mais este amigurumi já fiz 13, para o Desafio da Debbie... já só faltam 17, e por este andar não vai ser difícil cumprir o Desafio... isto é cá um vício.

Beijinhos a todas